Epitáfio Àquele Bardo
Enquanto ria de sua alegria louca
Esculpia frases hipnotizadoras
De tal encanto tão forte e voraz
Que suas vitimas sempre lhe pediam mais
Mas sempre se cansava de sorrir e fingir
Então rios de lágrimas esquentavam aquele rosto frio
E ao final do riso
A doce melancolia
E a máscara caída
Então ali víamos
A verdadeira
face do
Não
Sen
tir
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Com os Dedos Calados

Tantas palavras dentro de mim
Contudo me mantenho com os dedos calados
É por que às vezes se anda por aí
E existem milhões de vozes gritando dentro da cabeça
Pedindo pra que se esqueça
- E não lembre mais!
- E não incite mais!
Nenhum verso que lhe aconteça
É que de tanto caminhar
Cuspindo versos por aí
Inundado vidas cinzas
Daquele puro carmesim
Lhe escorria pela boca tanta
E exagerada poesia
Que talvez lhe tenha esgotado
Aquele bocado de palavras coloridas
Mas se anda tanto por aí
Na tentativa de se encontrar dentro de si
Que se torna um ato, impraticável até mesmo impensável
Encontrar-se dentro dos próprios sapatos
E digo ao final
Que de mim nada esgotou
É que se caminha um bocado por ai
E se aprende que a vida ainda não terminou
Assim como todos os contos
E ainda se aprende outras coisas que vão além de nossas escolhas.
É aquela cara de velho sábio chinês: rabugento budista
Tão calado e fechado
Que há de se perguntar o que ele tem de sábio
Mas é de tanto ter andado por aí que se torna o sábio mais hábil
E antes que me esqueça
Termino dizendo a mim mesmo
Que mais que saber rimar
Hay que saber callar!
A Fantastica fábula da moça do saco de açucar
É uma dessas histórias que acontecem de maneira tão irreal que só dá para acreditar quando contada como se fosse uma farsa. Pois foi assim, num inverno “porteño” atípico, mas tão fora do comum que nevava em Buenos Aires após oitenta e nove anos. Foi um fenômeno tão surpreendente; inesperadamente lindo, tornando o cenário fantasticamente inspirador e assustador quanto a trama que se a sucedeu naqueles meses.
Era uma noite em que a temperatura chegou a fazer 20° negativos, e era mais frio ainda naquele quarto tão grande e vazio, apenas com um indivíduo, “y su inseparable equipo de mate”. Já havia terminado sua erva mate, e não havia mais nada para esquentar o corpo a não ser a água quente da garrafa térmica. O queixo já mexia involuntariamente. Então, neste momento ele se lembrou de um pacote de café que um amigo havia trazido do Brasil. Nunca havia sido tocado, café era uma bebida impensável, depois de como foi descrito seu sabor por um velhinho correntino ─ O café é como uma paixão, você o coloca numa xícara, e ele está tão quente que não dá coragem para levá-lo a boca. Conforme ele vai esfriando se consegue bebericar, mas o degustador ainda toma muito cuidado para não queimar a língua. Chega uma hora que se descobre que deve ir apreciando devagar, esperando que se diminua a temperatura, só que passa, e acontece muitas vezes de se esquecê-lo em cima da mesa e ele esfriar demasiadamente, tornando aquela bebida de sabor amargo tão especial em um liquido preto, gelado e intragável. Daí, não resta mais nada a fazer que jogá-lo fora e substituir por um novo. Diante disso era impensável provar dele, contudo naquela noite quase glacial não havia outra escolha. Logo, começou uma noite de paixão sem igual. Muito esperto (Este indivíduo qual me pediu para não revelar o seu nome) não deixava nunca esfriar sua nova bebida sagrada. Por a madrugada foram quase dois litros de café, quando começou a manhã, estava tão animado e feliz, que pôs em “su termo” mais um litro de café e saiu correndo e dançando e cantando e gerundiando e conectando pelas ruas de Almagro. Andou, andou até que cruzou a sua frente um pacote de açúcar. Os seus olhos foram diretamente naquele embrulho e em sua cabeça surgiu a idéia mais genial de todas que ele já teve desde que descobriu a cafeína: misturar açúcar e café. Para ele seria a materialização do ying-yang, a união perfeita entre opostos, e isso iria transcender o sabor do que ele chamava de paixão. No entanto, naquele fado havia mãos o prendendo, e nessas mãos haviam braços que davam num tronco e sobre este tronco havia uma cabeça. E essa cabeça e esse braço e esse tronco e essa açúcar, pertenciam a uma mulher. Ele não se conteve e eufórico, mau pensou e saiu dizendo para a moça se ela poderia dar uma pouco da sua candura para adoçar sua paixão. Ela, então fez a mais esperada expressão de desprezo misturada com “o que?”, com uma pitadinha de medo, e um dedo de “que estúpido mais engraçadinho”. Ele, ao perceber que formulado mal sua frase. Explicou a história que ouvira do velho correntino. Mas ainda assim muito eufórico. Logicamente, a moça se desviou dele e disse com um sotaque pouco argentino. ─ “!drogadicto! No me jodas, o llamo a la policia!”. Assim, ela se foi correndo. E ele estático de tristeza, ficou ali na rua e sem entender nada abriu sua garrafa, sentou num banco, e ficou recordando da inconsistência daquela cena que acabara de passar. Lembrou então daquela mão que segurava o tão desejado saco de açúcar. Deu-se conta que havia entrelaçando seu ouro branco mãos tão preciosas quanto. E preso a estas mãos haviam braços maravilhosos cobertos por mangas longas, e ao final daqueles braços deduziu que havia um tronco e esse tronco possuiria um colo lindo. Pois ela havia um sorriso de desespero típico de mulher bonita, daquelas que são famosas no bairro e são vitimas de aplausos quando saem de casa. No final ele lembrou do sotaque de gringa que ela tinha.
Passou-se dois meses dessa história estúpida e incoerente. Que seria menos esdrúxula se ela terminasse assim, como um dia corriqueiro na vida de uma pessoa sozinha. Mas tratando de uma trama latina não poderia acabar desse jeito. Foi então que numa noite de chacarera com a primavera nos dentes eles se reencontram, assim, ao acaso. Nenhum dos dois lembrava do ocorrido. Se conheceram numa noite ela era uma espanhola que estava estudando as danças folclóricas argentinas; saíram noutro dia. Ele, rapaz pobre do interior que foi a capital para estudar na Universidade. Manteram-se em contato. Um dia ele lembrou da vez em que se embriagara de café. E pelo interfone do prédio dela ele repetiu as mesmas coisas que havia dito naquelas circunstância. Ela riu após associar as idéias. Eles saíram para tomar café e depois desse dia se apaixonaram perdidamente, a levou para morar com ele. Era um casal daqueles intensos, dois loucos, pseudo-artistas, meio de esquerda meio intelectuais e extremamente soberbos. Brigavam por poesia, compondo músicas ou escreviam artigos filosóficos para explicar os ciúmes um do outro, faziam metas e planejamentos com direito a gráficos, de modos para o amor durar para sempre. Mas houve uma vez que ele acordou e disse aquela tão famosa frase: vou comprar cigarro na padaria e já volto. Como era de se esperar ele não voltou, deixando-a em seu apartamento, que não havia moveis, só um colchão jogado no centro da sala. E ela por motivos óbvios entrou em desespero. Depois de três dias aparece uma notificação de despejo. Foi um grande choque, ela havia vendido seu apartamento e dividido o dinheiro com ele, agora não tinha mais nada. quis desistir de tudo. Pegou suas coisas e foi para o norte, cruzou a fronteira e mais nove estados até parar em Salvador da Bahia, onde tinha uma irmã.
Passou um mês e ela decidiu ir para o Rio de Janeiro. E então, como já havia dito da inviabilidade de crer nesta história. Ela (que me jurou de morte se revelasse o nome dela) encontrou com ele num bar de chorinho no centro da cidade. Ele tocava violão sete cordas no grupo que se apresentava aquela noite, era conhecido pelo apelido mas original que qualquer argentino poderia ter: Argentino, com variações como El Argentino e Maradona. Quando parou de tocar, ela vai em direção a ele e o cumprimenta com um hola. Quando percebe quem é vira rapidamente e responde a saudação naturalmente, e explica sem esperar perguntas, que haviam parado de exportar a marca de tabaco cujo preferia ele, e que o único lugar que ainda tinha era lá, no RJ, e como ele estava sentindo falta de café brasileiro, decidiu por pegar um avião e ir para o Brasil. Disse que não avisou por que ao desembarcar na cidade maravilhosa fora assaltado e levaram seu celular. E como já havia dito que seria uma história qualquer se ela não acreditasse nele e visse que ele era apenas um grande charlatão. Mas como é uma história de um amor hispânico digno de uma novela de sucesso na Telefe, ela disse que não importava e daí começou a dizer coisas bonitas usando metáforas com a influência dos astros na atração dos corpos, passearam pelas ruas e pararam num bistrô onde tomaram três xícaras e meia de café conversaram como o ocorrido fosse algo corriqueiro e 3mil quilômetros se faz em vinte minutos andando. Mas a máscara que estava tudo bem, logo foi retirada e começaram a discutir. Daí ele expôs todos seus medos, cuspiu nela todos seus defeitos, ela chorou, arrependido paga e sai deixando a quarta xícara de café pela metade. Levou-a para o seu apartamento na zona norte do RJ. Este estava bem decorado, com um ar de lar. Explicou que fugiu pois havia conhecido uma carioca que o “volvió loco”, ficou completamente perdido, e por isso o havia feito. Casaram ao chegarem no Brasil, mas ela morreu depois de três meses e fazia um mês que vivia como um viúvo no rio de janeiro. Requentou o café que havia no bule. Ela estranhou e perguntou por que ele estava fazendo aquilo, pois café requentado tinha um gosto pior do que o frio. Assim que ele explicou que era um costume do país. A moça ri e volta a chorar. E fala que se lembrou da metáfora do velho correntino, e o questionou se poderiam fazer o mesmo entre eles: requentarem-se. Ele ri e sente seu peito esquentar, se aproxima dela e a beija. Passaram o final de semana discutindo sobre relativismo e pós-modernismo, entre mate, café e sexo. Quando ele acordou na segunda- feira. Estava mais apaixonado que nunca, mas ela já não estava ao lado dele. Havia ali na mesa de centro da sala, um clássico bilhete, em que ela dizia apenas a frases No seré yo que viveré de paciones recalentadas.
Ao Ultimo Mate Talvez uma ultima ode

Cálido espesso amargo mel
Pálido gesso árduo céu
Plácido beijo doce réu
Lascivo desejo tirou o véu
Escrevendo palavras sobre papel
Cuspindo qualquer sentimento cruel
Monocromático pesar me leva ao léu
O mesmo ódio pintado todo em pastel
Ódio sem necessidade de conectivo.
Falsa sinceridade disfarça Semblante altivo
Cachaça boa consome cognitivo
Ultimo mate amargo não espanta o frio
E não me importa se quando
Nasce a batatinha ela espalha ramas
Ou se esparrama pelo chão
A mim não de vale nada
Seus pobres versos de gratidão
============================
Daqueles olhares
Quero
queme
fite as-
sim,
nos
olhos
nus
sem
modos
medos
só desejo
de revelar
a alma d’outro
como um lugar
bom de se morar
pois um olhar
quando olha o outro
causa disritmia temporal
consumindo nossas penas
nos livrando de todo o mal
Lastimas de una pampa milongada

Ay changuita;
¿Y si te enterás que
Por esa prosa dolorida
No nos pagan un sope?
Ya se fue la guita….
Sin embargo sigo con mis coplas
Mismo que ellas no me pagan
Ni la comida
Pero no veo otra salida
Sino seguir escribiendo la misma fabula
mentirosa
Del criollo y su bella india
¡Ay…y si te enterás, negra!
¡Ay…y si te cuento, changuita!
Que no hago nada más
Que convertirte en un cuento
Es que…
Esas cosas, mi amor
A veces suelen venir re mal explicadas
Y te aseguro, que tu dolor
No es el motivo de mis carcajadas
Te lo explico que este desatino
es el único destino
de ese payador
Que estar harto
De que su lirismo
No tenga ningún valor
Sin embargo
Me hago aquél tipo versado
Pa’que en otro la’o
El otro lado del espejo
Nadie vea mi verdadera
Y tan fea
Poesia vivida
La Mal’egria
de esa prosa cautiva
Engrilla
Engaña
Empaña…
¡Malandrines son mis versos, eh!
Al menos me mantengo con el puchero gordo.
¡Mas bien che!
Esas moscas me están llevando los choclos.
La vida chueca
De este poeta trucho
Se quema mas rapido
Que el pucho
Que lleva en la mano
Y sé que a muchos molesta su “y”
¡Que raro que te sueña guevudo!
Pero este ya es otro balurdo,
Ahora es la plasta
De ser un argentino
De buena alhaja
Que ya está re lejos
De aquella tierra tan querida
Del amor y gomia
Y alli
Era tanto canto
Tanto, tanto tango
Que ya me lo han llevado
Mis engaños
Y por mas aturdido que esté yo
Por mas que sea malogrado
En las cosas del amor
Me levanto
Y me sigo
Intentando
Despiantar a esta racha fulera
Y a este intento me lo saco de bueno
Pero…
Es que…
A veces las cosas
me viene re mal barajada,
Y esa vida que nos llevamos ahora
es más confusa
que mi pampa milongada
Y se te parece que todo esto
Esta repleto de vacias palabras
A vos te cuento un secreto
¡De la vida no sabés nada!
Una história es una hazaña
Las palabras no tienen compromisos
Sino con ellas mismas
Me convierto en fabula
Pues esta es mi guadaña
Pa manducar a cada yorno
En el cuore cargo tanta
Tristeza
Que te digo mismo que no esté
Re seguro de todos mis incertidumbres
En realidad
La verdad
No existe
Festa de Outro Dia Ai
É impressionante como pai sempre está certo, o meu, costumava me dizer que se deve ir embora de uma festa quando ela ainda está boa, pois assim, sairá com a cabeça erguida, sem ter visto ou causado nenhuma vergonha. Além das chance de lembrar como voltar à casa se torna muito maior.
Outro dia me fui contra todos os ensinamentos patriarcais. Estava numa maravilhosa festa, onde tudo era permitido; então, acabei por me permitir demais. Logo, em pouco tempo já não tinha mais os meus sentidos, flutuava na emoção de estar embriagado, sem sentir o chão. Estava muito mais que extasiado esperava que aquela sensação não tivesse fim.
Alucinado e depravado às 5hrs da manha; bom. Não exatamente às 5hrs; e sim às 4:44. Completamente ensandecido, às 4:44 da manhã; em uma olhada para o lado; ou numa bocejada; ou piscadela, numa leve distração me jogaram no chão, me roubaram, me violaram chegaram a levar até as minhas roupas. E ainda por cima me expulsaram daquele maravilhoso lugar.
Agora, sem entender bem o que aconteceu tenho que voltar para casa, completamente nu e confuso, completamente… “não sei o que”. Tão aturdido que meus olhos só vêem tudo em cinza e roxo; e bolinhas verdes explodindo a cada fitada minha em alguma coisa. Tento caminhar e fingir que está tudo bem, esquecer minha nudez, isso se torna mais fácil quando se está louco, contudo, a loucura só faz com que me acorde ainda mais de minha despida condição.
Ando só e cambaleante, e as pessoas a essa hora já estão saindo para trabalhar ―Afinal a vida cotidiana continua, me olham sem espanto, parece que sabem todos os detalhes do que me aconteceu. Riem de mim e fazem deliciosas fofoquinhas uns aos outros. Enquanto tento encontrar o caminho para casa, penso nas oportunidades que tive para poder ir embora mais cedo: Lembro daquela morena que me apareceu à meia noite me contando contos, me transformando em poesia “y to’o que le hacia, se reia” me enamorando com a intelectualidade burguesa de Copacabana. Ainda havia aquela indiazinha que me apareceu as duas da manhã me falando em mapudugun as coisas mais absurdas, lembro-me também daquela loira que me falava com um carinho fora do comum, que me apareceu justamente as 4hrs. Eu deveria ter ido com ela… mas não, ao invés de tudo; preferi me iludir me entorpecendo. Quantos neurônio eu perdi em 5horas, quantas vidas eu deixei de ter?
Lembro-me que próximo final de semana terá outra festa para ir, mas desta vez, vou dançar; vou me divertir sóbrio e vou embora quando tiver sono, isso lá para as 23hrs…
Fragmento
Cálido espesso amargo mel
Pálido gesso árduo céu
Plácido beijo doce réu
Lascivo desejo tirou o véu
A Mais Sincera Utopia
“A decadência é inerente a todas as coisas compostas. Vivei fazendo de vós mesmos a vossa ilha, convertendo-vos no vosso refúgio. Trabalhai com diligência para alcançar a vossa Iluminação”.
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A Mais Sincera Utopia
Da mente o corpo se forma
Do corpo a mente se revela
Separar o corpo da mente
Para esvair assim, as idéias.
Parar de achar
Parar de analisar
Do corpo a mente separar
Fechar os olhos e se entregar
Estou cansado deste fardo
Devo parar de pensar
Devo parar de me preocupar
Por que no teatro de minha vida já se encerraram todos os atos
Sou prisioneiro de mim mesmo
Estou preso nesses pequenos sonhos
Parar para achar
Parar para analisar
¿Voltarei a analisar?
¿Voltarei a crer?
¿Voltarei a me enganar?
Unir corpo e a mente novamente.
Parar de me medir e me deixar sentir
Abrir os olhos e não se entregar
Furar os tímpanos
E jamais mais acreditar
Rasgar o coração e nunca mais se apaixonar (…).
Voltar a analisar
Voltar a achar
Voltar a se enganar
Todos estão representando
E é fácil saber quando mentem pra você, é só abrirem a boca.
Sinceridade é utopia (…).
Sinceridade é a mais sincera utopia
Às vezes não sei se para mim estou falando a verdade
Às vezes não sei minha própria identidade
Muito sábio aquele que disse
A verdade é uma mentira contada por todos (…).
Abrir os olhos para nunca mais se entregar
Fechar os ouvidos para nunca mais acreditar
Rasgar o coração
E nunca mais amar (…)…
A Dignidade exige que sejamos nós mesmos
sub-comandante Marcos (2001),
“A Dignidade exige que sejamos nós mesmos.
Mas a Dignidade não é somente que sejamos nós mesmos.
Para que haja Dignidade é necessário o outro.
E o outro só é outro na relação conosco.
A Dignidade é então um olhar.
Um olhar a nós mesmos que também se dirige ao outro olhando-se e olhando-nos.
A Dignidade é então reconhecimento e respeito.
Reconhecimento do que somos e respeito a isto que somos, sim, mas também reconhecimento do que é o outro e respeito ao que ele é.
A Dignidade então é ponte e olhar e reconhecimento e respeito.
Então a Dignidade é o amanhã .
Mas o amanhã não pode ser se não é para todos, para os que somos nós e para os que são outros.
A Dignidade é então uma casa que nos inclui e inclui o outro.
A Dignidade é então uma casa de um só andar, onde nós e o outro temos nosso próprio lugar, isto e não outra coisa é a vida, e a própria casa.
Então a Dignidade deveria ser o mundo, um mundo que tenha lugar para muitos mundos.
A Dignidade então ainda não é .
Então a Dignidade está por ser.
A Dignidade então é lutar para que a Dignidade seja finalmente o mundo.
Um mundo onde haja lugar para todos os mundos.
Então a Dignidade é e está por construir.
É um caminho a percorrer.
A Dignidade é o amanhã” ...
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